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Opinião: Falhas da defesa destroem sonho do Santos e expõem problema

O Santos tinha uma vantagem de 2 a 0, estava a 90 minutos de…

Por Luis Gustavo · 4 min de leitura
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Foto: Gilson Lobo/AGIF
Foto: Gilson Lobo/AGIF
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O Santos tinha uma vantagem de 2 a 0, estava a 90 minutos de uma semifinal inédita de Copa Sul-Americana e encontrava no torneio continental o caminho mais curto para salvar a temporada com um título e uma vaga na Libertadores. Mesmo assim, entrou na Arena MRV como se não entendesse o tamanho da oportunidade que tinha nas mãos.

A eliminação para o Atlético-MG não aconteceu apenas nos pênaltis. Ela começou muito antes, em um primeiro tempo repleto de erros defensivos que transformaram uma vantagem confortável em desespero.

Foto: Gilson Lobo/AGIF - santos
Foto: Gilson Lobo/AGIF

Santos entregou ao Atlético o jogo que não poderia entregar

Sofrer um gol com menos de 20 segundos já seria grave em qualquer contexto. Em uma decisão na qual bastava administrar dois gols de vantagem, foi ainda pior.

Luan Peres falhou no primeiro gol. Depois, uma defesa desorganizada permitiu que Reinier aparecesse praticamente livre para marcar o segundo. Em poucos minutos, todo o trabalho construído na Vila Belmiro havia desaparecido.

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O Santos até reagiu depois da parada para reidratação e conseguiu diminuir, mas voltou a cometer erros. No terceiro gol mineiro, Gustavo Henrique e novamente Luan Peres participaram de uma sequência defensiva ruim que terminou com Reinier balançando a rede outra vez.

Foram três gols sofridos em 45 minutos por um time que entrou em campo justamente com a missão de controlar a partida.

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Foto: Gilson Lobo/AGIF
Foto: Gilson Lobo/AGIF

Ataque também demorou para entender a decisão

Seria injusto colocar toda a responsabilidade sobre a defesa.

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Gabriel Bontempo esteve abaixo do nível apresentado recentemente, Rollheiser demorou a participar e Gabigol deixou a área em excesso, sem conseguir construir uma boa parceria com Rony.

O Santos não conseguia respirar com a bola e, quando recuperava a posse, devolvia rapidamente ao Atlético-MG.

Isso mudou no segundo tempo.

Cuca colocou Lucas Veríssimo e, principalmente, Arthur. O meia deu ao time aquilo que faltava: calma, retenção de posse e capacidade para organizar as jogadas.

Foi justamente de Arthur o grande passe que terminou no gol de Gabigol. Naquele momento, o Santos parecia finalmente ter recuperado o controle da classificação.

Quando parecia resolvido, a defesa falhou novamente

A vaga estava próxima. O Atlético já não criava com a mesma facilidade e o Santos conseguia administrar melhor o jogo.

Então veio o gol de Cuello nos acréscimos.

Mais uma bola que poderia ter sido defendida com maior atenção, mais uma falha coletiva e o confronto foi levado aos pênaltis.

Nas cobranças, o peso caiu justamente sobre jogadores experientes. Arthur e Gabigol desperdiçaram suas tentativas, e o Atlético-MG venceu por 3 a 1.

Foi o desfecho cruel de uma noite que o Santos tornou muito mais difícil do que precisava.

Agora, Cuca precisa impedir que a queda contamine o Brasileirão

A Sul-Americana representava mais do que uma possibilidade de título. Era também o atalho santista para a Libertadores.

Esse caminho acabou.

Agora, resta o Brasileirão, onde o Santos terá de buscar pela tabela aquilo que poderia conquistar levantando uma taça continental.

Cuca tem um elenco mais forte do que tinha meses atrás. Também possui opções importantes como Coutinho, Cebolinha, Arthur, Lima e Rodinei.

Mas antes de pensar em Libertadores, será necessário recuperar emocionalmente um time que sofreu uma das eliminações mais dolorosas do ano.

O Santos não caiu porque lhe faltou oportunidade. Caiu porque, no jogo em que menos poderia errar, errou demais.

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