OPINIÃO: Santos cura ressaca rapidamente e passa a ter obrigação
A eliminação para o Atlético-MG na Copa Sul-Americana tinha potencial para deixar cicatrizes profundas…
A eliminação para o Atlético-MG na Copa Sul-Americana tinha potencial para deixar cicatrizes profundas no Santos. Depois de desperdiçar uma vantagem de dois gols e cair nos pênaltis, seria compreensível encontrar um time abatido no Mangueirão. Não foi o que aconteceu.
A vitória por 2 a 1 sobre o Remo mostrou capacidade de reação e, principalmente, recolocou uma questão na mesa: com o elenco que tem hoje, o Santos precisa transformar a busca por uma vaga na Libertadores em objetivo real para a reta final do Brasileirão.
Não significa que será fácil. Mas também já não combina com esse elenco olhar exclusivamente para baixo na tabela.

Gabigol respondeu como protagonista
A recuperação começou pelo jogador que carregava uma das maiores frustrações da noite em Belo Horizonte.
Gabigol desperdiçou uma cobrança na decisão por pênaltis contra o Atlético-MG. Três dias depois, respondeu da maneira que um atacante experiente precisa responder: dentro de campo.
Foi decisivo contra o Remo, com assistência para Rony e o gol que garantiu os três pontos.
O Santos não apresentou um futebol brilhante. O primeiro tempo teve pouca criatividade e poucas oportunidades. Mas soube sobreviver ao momento ruim e, depois do intervalo, encontrou soluções.
É exatamente esse tipo de vitória que times com pretensões maiores precisam conseguir.
Arthur e Oliva mostram que Cuca tem opções melhores
A escalação também apresentou sinais importantes.
Arthur permaneceu durante toda a partida e mostrou novamente capacidade para organizar o meio-campo. Depois de entrar muito bem contra o Atlético-MG, o veterano começa a indicar que pode ser um dos pilares deste Santos na reta final.
Christian Oliva também retornou ao time titular após começar no banco na eliminação continental. O uruguaio vinha sendo um dos jogadores mais regulares da equipe e acrescenta intensidade e presença nos dois lados do campo.
Rony, por sua vez, foi recompensado pela movimentação. Depois de dez partidas sem marcar, apareceu para concluir uma bela tabela com Gabigol.
O mais importante é que Cuca agora possui alternativas que simplesmente não existiam meses atrás.
E ainda há Philippe Coutinho e Everton Cebolinha para serem incor
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