O Santos vive dias decisivos fora das quatro linhas. A diretoria alvinegra tem apenas mais uma semana para quitar a dívida com o Monaco, da França, e evitar um novo transfer ban imposto pela Fifa, que impediria o clube de registrar reforços na próxima janela de transferências.
O prazo para o pagamento termina na próxima sexta-feira (3). Internamente, a diretoria e o departamento jurídico seguem trabalhando para encontrar uma solução financeira, mas ainda enfrentam dificuldades para levantar os recursos necessários.
A situação preocupa ainda mais porque o Santos também tenta regularizar pendências com o elenco, incluindo salários e direitos de imagem atrasados.
Dívida supera R$ 12 milhões
O débito com o Monaco é de 2.032.876,71 euros, cerca de R$ 12,1 milhões na cotação atual, e tem origem na contratação do volante Jean Lucas, realizada em julho de 2023.
Na época, o Santos acertou a compra do jogador por US$ 6 milhões. O clube efetuou o pagamento das duas primeiras parcelas, mas deixou de quitar a terceira e última, que venceu em janeiro deste ano.
Após tentativas frustradas de parcelamento, recusadas pelo clube francês, o Monaco acionou a Fifa em maio de 2025. O Tribunal do Futebol da entidade condenou o Santos ao pagamento integral da dívida.
Na tentativa de adiar a punição, o Peixe recorreu à Corte Arbitral do Esporte (CAS). No entanto, o recurso foi rejeitado e a condenação foi mantida.

Marcelo Teixeira admite preocupação
O julgamento no CAS aconteceu em 20 de maio. A partir da decisão, o Santos recebeu um prazo de 45 dias para efetuar o pagamento, período que termina no próximo dia 3 de julho.
Caso a dívida não seja quitada dentro do prazo, o clube sofrerá um transfer ban e ficará impedido de inscrever novos jogadores, justamente às vésperas da abertura da janela de transferências.
Em entrevista ao ge, o presidente Marcelo Teixeira reconheceu a preocupação com o caso e afirmou que o clube busca uma solução junto ao Monaco.
“Sempre preocupa. Estamos tentando ao máximo evitar. Já poderia ter ocorrido. Só não foi ocorrido porque o Santos demonstrou a boa fé de fazer o segundo pagamento que foi em julho de 2024. Só que a outra parcela já veio em janeiro de 2025. Acumularam duas parcelas praticamente juntas em duas janelas e isso dificultou bastante a questão financeira. Estamos conversando. Talvez, por isso, ainda não tenha acontecido o transfer ban, pela relação que existe entre os clubes. Mas, o departamento financeiro como sempre já tem que começar a programar. O que, talvez, fosse prioridade pagar uma rotina teremos que desviar esses recursos para saldar esses compromissos.”
A indefinição financeira explica, em parte, a cautela do Santos no mercado. Enquanto monitora possíveis reforços, a diretoria trata a quitação da dívida com o Monaco como prioridade absoluta para evitar uma punição que pode comprometer todo o planejamento para o segundo semestre.

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