Adidas dá ‘ajudinha’ ao Santos e problema de R$ 15 milhões vem à tona
Santos atravessa momento delicado financeiramente, mas acertou o pagamento de parte dos atrasados
O Santos utilizou parte do dinheiro recebido no acordo com a Adidas para quitar um mês de direitos de imagem atrasados com o elenco. Apesar do pagamento, o clube ainda possui outro mês em aberto, com valor superior a R$ 15 milhões.
De acordo com a Placar, o Peixe precisou recorrer ao bônus recebido pela assinatura do contrato com a nova fornecedora de material esportivo, que passará a vestir o clube a partir de 2028.
Por que o Peixe usou dinheiro da Adidas?
A utilização do recurso aconteceu em meio a dificuldades no fluxo de caixa. Uma das receitas aguardadas pelo Santos é o pagamento do Sharjah FC pela transferência de JP Chermont.

Segundo a Placar, o clube ainda não recebeu os R$ 12,9 milhões referentes à negociação do jogador. Sem esse dinheiro disponível, a diretoria buscou outra fonte para reduzir as pendências com o elenco.
Parte do bônus do acordo com a Adidas foi direcionada para quitar um dos meses atrasados em direitos de imagem. Mesmo assim, permanece outro mês pendente, que supera os R$ 15 milhões.
Além disso, o Santos ainda possui dois recolhimentos de FGTS em aberto, estimados em aproximadamente R$ 2,2 milhões, sem considerar juros e multa.
Santos ainda precisa encontrar dinheiro para salários
A diretoria agora trabalha para levantar recursos visando outra obrigação importante: os salários registrados em carteira, com vencimento em 7 de outubro.
O cenário financeiro também é afetado pela situação do patrocínio máster. Com essa receita congelada, o Santos busca uma alternativa pontual para ocupar o espaço e gerar novos recursos. As primeiras movimentações no mercado, porém, foram consideradas pouco animadoras, segundo a Placar.

Dessa maneira, o pagamento de parte dos direitos de imagem diminui uma das pendências imediatas, mas não resolve o problema de caixa. O Peixe ainda precisa administrar mais de R$ 15 milhões em imagens atrasadas, os recolhimentos de FGTS e a próxima folha salarial enquanto aguarda receitas que ainda não entraram nos cofres.
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