O Santos segue acompanhando de perto os desdobramentos da tragédia provocada pelos terremotos que atingiram a Venezuela nos últimos dias. Enquanto aguarda uma posição oficial sobre os confrontos contra a Universidad Central (UCV), pelos playoffs da Copa Sul-Americana, o clube mantém contato frequente com a Conmebol e com a CBF.
Em entrevista, o executivo de futebol Alexandre Mattos afirmou que, neste momento, a principal preocupação do Santos é com a população venezuelana, afetada pelo desastre.

Mattos prioriza lado humano
Antes de falar sobre a competição continental, Alexandre Mattos destacou a solidariedade do clube às vítimas dos terremotos.
“Primeiro, a gente olha o lado humano. É uma catástrofe, uma tragédia. Vão todas as nossas orações e energias positivas. A preocupação é com o povo. O lado humano é o primeiro ponto. O Santos, como todo cidadão do mundo, está enviando energia positiva para que conforte as pessoas de maneira geral na Venezuela.”
Na sequência, o dirigente explicou que o Peixe acompanha diariamente a situação ao lado das entidades responsáveis pela competição, mas reforçou que ainda não existe qualquer definição sobre mudanças no calendário.
“Em segundo plano, a gente vai mantendo contato de maneira diária com a Conmebol e com a CBF para entender o que está acontecendo, sempre respeitando o momento de todos na Venezuela. Nem a Conmebol tem noção de como vão ficar as coisas. Mas, se houver alguma mudança, eles vão nos informar o mais rápido possível.”
Conmebol ainda mantém programação
Até o momento, a Conmebol não alterou a tabela da Copa Sul-Americana. O confronto de ida entre Universidad Central e Santos continua marcado para o dia 21 de julho, em Caracas, enquanto a partida de volta está prevista para o dia 28 de julho, na Vila Belmiro. Quem avançar no duelo enfrentará o Macará, do Equador, nas oitavas de final da competição continental.
Tragédia abala a Venezuela
A Venezuela foi atingida por dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 em um intervalo inferior a um minuto, considerados os mais fortes registrados no país em mais de cem anos.
Segundo o balanço mais recente das autoridades locais, 1.450 pessoas morreram, milhares ficaram feridas e cerca de 50 mil seguem desaparecidas, conforme estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU).
Além das vítimas, os tremores causaram graves danos à infraestrutura, atingindo hospitais, prédios públicos, rodovias e diversas cidades do norte venezuelano.
Enquanto aguarda uma definição da Conmebol, o Santos mantém seu planejamento para a disputa da Copa Sul-Americana, mas segue atento aos desdobramentos da tragédia e às possíveis mudanças que poderão ocorrer nos próximos dias.

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