Santos entra em alerta após dívida ultrapassar marca bilionária
A situação financeira do Santos voltou a acender o alerta nos bastidores. De acordo…
A situação financeira do Santos voltou a acender o alerta nos bastidores. De acordo com relatório do Conselho Fiscal, a dívida do clube chegou a R$ 1,241 bilhão no primeiro semestre de 2026.
O documento será discutido pelo Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira (14), em reunião marcada para a Vila Belmiro.
O valor apresentado pelo Conselho Fiscal é superior ao registrado no balancete encaminhado pelo próprio clube, que aponta endividamento de R$ 1,193 bilhão.
Fonte: Diário do Peixe

Diferença envolve acordo com a NR Sports
A diferença entre os dois números é de aproximadamente R$ 48,3 milhões e está relacionada ao tratamento contábil dado ao acordo de confissão de dívida com a NR Sports, empresa ligada à família de Neymar.
O passivo envolvendo a empresa ganhou importância ao longo da temporada por causa dos compromissos assumidos pelo Santos relacionados ao contrato de Neymar.
A divergência de contabilização deverá ser um dos pontos debatidos pelos conselheiros durante a reunião.
Santos teve déficit de quase R$ 120 milhões
O relatório também mostra que o Santos fechou o segundo trimestre com déficit de R$ 119.699.764.
No mesmo período, o clube registrou receita de R$ 126.459.383.
Além disso, o Peixe contratou um empréstimo de R$ 16.390.705,49 com o Banco Daycoval, ampliando sua exposição financeira em um momento no qual a diretoria busca alternativas para equilibrar as contas.
Os números aparecem mesmo em um cenário de aumento de arrecadação, o que levou o Conselho Fiscal a pedir maior controle sobre despesas e compromissos futuros.
Conselho Fiscal pede ajustes na gestão
No parecer, o órgão fez uma avaliação crítica sobre a evolução financeira do clube.
“Em síntese, apesar da melhora na arrecadação, o trimestre apresentou deterioração dos resultados operacional, patrimonial e financeiro. O cenário exige maior rigor no acompanhamento da execução orçamentária, controle das despesas, regularização das obrigações vencidas, transparência na demonstração dos passivos e adoção de um plano objetivo para reduzir a exposição financeira e a dependência de receitas futuras”, diz o relatório.
A análise reforça que o aumento das receitas, sozinho, ainda não foi suficiente para conter o crescimento das obrigações do Santos.
A reunião de segunda-feira deve colocar novamente as finanças no centro da política do clube. Com uma dívida superior a R$ 1,2 bilhão segundo o Conselho Fiscal e um déficit expressivo no trimestre, o Santos terá de explicar como pretende controlar despesas e reduzir sua dependência de receitas futuras.
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