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Santos muda de patamar no Brasileirão e já começa a fazer novas contas

O Santos começa a viver uma realidade diferente no Campeonato Brasileiro. Depois de passar…

Por Luis Gustavo · 3 min de leitura
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Foto: Marcos Ribolli
Foto: Marcos Ribolli
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O Santos começa a viver uma realidade diferente no Campeonato Brasileiro. Depois de passar boa parte da competição preocupado diretamente com a zona de rebaixamento, o Peixe embalou no returno, chegou aos 32 pontos e já começa a enxergar objetivos maiores na classificação.

A vitória por 3 a 2 sobre o Internacional, no Beira-Rio, deixou a equipe comandada por Cuca sete pontos à frente do Vasco, que abre o Z-4. Ao mesmo tempo, o Santos igualou a pontuação do Corinthians, último clube dentro da zona de classificação para a Copa Sul-Americana.

Mais distante, o Bahia ocupa a quinta colocação e está 11 pontos à frente. O Peixe, porém, tem uma partida a menos e ainda pode diminuir essa diferença.

O momento é sustentado por um returno de 61% de aproveitamento.

Fonte: GE

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Foto: Raul Baretta
Foto: Raul Baretta

Santos virou visitante perigoso

Uma das mudanças mais impressionantes acontece longe da Vila Belmiro.

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No primeiro turno, o Santos não venceu como visitante: foram quatro empates e cinco derrotas. Já nesta segunda metade do campeonato, são três partidas e três vitórias fora de casa.

Vasco, Corinthians e Internacional foram derrotados em seus domínios.

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O desempenho mostra uma mudança de personalidade. O Santos passou a encontrar maneiras de competir mesmo quando não controla completamente as partidas e tem sido mais eficiente nos momentos decisivos.

Defesa e variações de Cuca fazem diferença

Outro avanço está no sistema defensivo.

A média superior a 1,5 gol sofrido por partida no primeiro turno caiu para perto de um gol por jogo neste início de returno.

Cuca também conseguiu aumentar as possibilidades táticas após ter mais tempo para trabalhar durante a pausa da temporada.

Ofensivamente, o Santos consegue variar entre 4-4-2, 4-3-3 e até 3-5-2. Sem a bola, pode formar uma linha de cinco defensores e outra de quatro jogadores no meio, deixando apenas um atleta mais avançado para explorar contra-ataques.

A presença de jogadores polivalentes ajuda. Willian Arão pode atuar como volante ou zagueiro; Gabriel Menino passou a jogar na lateral, mas também pode ser meio-campista; Davizinho transita entre lateral e ponta.

Até Arthur, recém-contratado, é tratado por Cuca como uma peça capaz de exercer diferentes funções, inclusive mais avançado durante a ausência de Neymar.

Confrontos diretos mudaram a campanha

O Santos também melhorou justamente contra adversários que estavam próximos na classificação.

No returno, venceu Vasco, Corinthians e Internacional, além de empatar com Mirassol e Chapecoense. A única derrota dessa sequência aconteceu diante do Athletico-PR, terceiro colocado.

Os resultados contrastam com o primeiro turno, quando o Peixe havia desperdiçado pontos importantes contra equipes que brigavam na mesma região da tabela.

Ainda é cedo para abandonar completamente a preocupação com o rebaixamento. Mas o cenário mudou.

O Santos que antes olhava quase exclusivamente para o Z-4 agora começa a fazer contas para alcançar a zona de classificação continental — e, mantendo o desempenho do returno, pode transformar completamente o objetivo de sua temporada.

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