A diretoria do Santos compreendeu o pedido público de Cuca por reforços, mas dificilmente conseguirá atender ao treinador neste primeiro momento. Sem previsão de entrada de novos recursos no curto prazo, o clube pretende manter como prioridade a reorganização financeira antes de direcionar dinheiro para o mercado da bola.
O cenário acontece justamente quando o Peixe ocupa a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Após a derrota por 2 a 0 para o Athletico-PR, Cuca afirmou que gostaria de receber dois ou três jogadores para aumentar as opções do elenco.
“Se a gente puder quebrar o transfer ban e fortalecer. Vir dois ou três jogadores que encorpam o elenco e precisamos disso. É um desabafo que faço. Gosto de trabalhar com os guris, mas nesse momento não é o ideal”, disse o treinador.
Fonte: GE

Por que o Santos não deve buscar reforços agora?
A principal preocupação da diretoria está nas obrigações financeiras já existentes. O Santos quitou o salário CLT referente a julho, mas ainda possui dois meses de direitos de imagem em atraso com o elenco.
Uma nova parcela vence no próximo dia 20. A expectativa é de que o clube pague uma mensalidade, situação que, com o novo vencimento, manteria o débito acumulado em dois meses.
Diante desse quadro, direcionar recursos para derrubar o transfer ban e posteriormente buscar contratações não aparece entre as prioridades imediatas.
O impedimento foi aplicado pela Fifa por uma dívida com o Monaco relacionada à contratação de Jean Lucas. O valor informado é de aproximadamente R$ 12 milhões.
Situação financeira dificulta planos de Cuca
O desafio vai além do transfer ban. Segundo o balanço de 2025, a dívida do Santos ultrapassa R$ 1 bilhão, sendo aproximadamente R$ 470 milhões em compromissos de curto prazo.
A captação de novas receitas, portanto, tornou-se um dos focos nos bastidores. Mesmo que consiga levantar recursos, porém, a intenção atual é utilizá-los prioritariamente para reorganizar as finanças.
Uma das alternativas passa pelo departamento de marketing. O Santos busca novos patrocinadores depois de abrir espaços no uniforme com o encerramento de diferentes contratos.
Nissei, EQR e Pley by Ney, empresa de bebidas ligada a Neymar, tiveram seus contratos encerrados em julho e não renovaram. Santos e Corpx também rescindiram amigavelmente. Já a Álamo ainda possui até dois jogos previstos de exposição, e existem conversas para uma possível extensão da parceria.
Pedido de Cuca fica em segundo plano
A dificuldade financeira cria um impasse esportivo. Cuca considera o elenco curto para administrar simultaneamente Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-Americana e já tornou pública a necessidade de receber novas opções.
A diretoria, entretanto, trabalha primeiro para cumprir compromissos existentes e reduzir os problemas financeiros. Nesse cenário, a derrubada do transfer ban e a chegada dos reforços desejados pelo treinador tendem a permanecer em segundo plano enquanto o Santos busca novas receitas.
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