Santos: Ricardo Oliveira relembra provocações contra o Palmeiras

Foto: Marcos Ribolli
Foto: Marcos Ribolli

Às vésperas de Santos x Palmeiras, nesta quarta-feira (2), às 21h30, na Vila Belmiro, pelas quartas de final da Copa do Brasil, Ricardo Oliveira relembrou uma das fases mais intensas da rivalidade entre os clubes.

Em entrevista à ge tv, o ex-centroavante recordou os clássicos de 2015, as provocações com Fernando Prass e a traumática final da Copa do Brasil daquele ano, vencida pelo Palmeiras nos pênaltis.

Foto: Marcos Ribolli

Ricardo Oliveira lembra rivalidade com Prass

Contratado pelo Santos no início de 2015, Ricardo Oliveira foi um dos principais jogadores daquela equipe. Aos 35 anos, terminou o Campeonato Brasileiro como artilheiro, com 20 gols.

Naquela temporada, Santos e Palmeiras se enfrentaram sete vezes, com quatro vitórias santistas e três palmeirenses. O Peixe conquistou o Campeonato Paulista sobre o rival nos pênaltis, mas acabou derrotado na decisão da Copa do Brasil.

Ricardo também protagonizou uma rivalidade particular com Fernando Prass.

“O torcedor do Santos gosta de se sentir representado dentro do campo, e eu sinto que consegui transmitir para eles. E, do outro lado, o Prass também teve esse sentimento. É claro que um comportamento ou outro foge do seu controle, porque somos seres emocionais. Teve momentos que a gente se provocou, mas confesso que tudo isso ficou dentro do campo”, explicou.

O atacante também ficou marcado pela comemoração fazendo uma careta durante uma vitória santista por 2 a 1 no Brasileirão. Depois do título da Copa do Brasil, jogadores do Palmeiras responderam utilizando máscaras com a imagem da comemoração.

“Provoquei, fui provocado, teve o troco e está tudo bem”, resumiu Ricardo.

Final de 2015 ainda deixa lembranças no santista

No primeiro jogo daquela decisão, o Santos venceu por 1 a 0 na Vila Belmiro, mas desperdiçou oportunidades para construir vantagem maior.

Gabigol perdeu um pênalti, enquanto Nilson desperdiçou uma chance clara já perto do fim.

Ricardo revelou que, apesar da vitória, o ambiente santista já era de preocupação.

Na partida de volta, o Palmeiras abriu 2 a 0, mas Ricardo Oliveira marcou nos minutos finais e levou a decisão para os pênaltis. O rival acabou sendo mais eficiente e levantou a taça.

“Nós fizemos um jogo muito ruim, e mesmo assim, a gente estava brigando, a gente precisava de um gol para levar para os pênaltis. Eu consegui fazer o gol, e falei para todos que o jogo tinha voltado para a gente. Infelizmente, eles foram mais eficientes nos pênaltis e saíram campeões”, afirmou.

Rivalidade ficava dentro de campo

Apesar das provocações, Ricardo garantiu que havia respeito fora dos gramados. Ele e Prass, inclusive, moravam no mesmo condomínio e chegaram a se encontrar em uma agência bancária.

“Dentro do campo a gente se transformava, cada um defendia seu lado com muita vontade. E se saiu alguma palavra desnecessária, é pelo calor do jogo, mas sempre fica o respeito e a admiração pela pessoa e pelo profissional”, disse.

Onze anos depois daquela final, Santos e Palmeiras voltam a decidir uma vaga na Copa do Brasil. Desta vez, o Peixe precisa reverter uma derrota por 3 a 0 sofrida no primeiro confronto — e a memória de 2015 volta inevitavelmente à cabeça do torcedor santista.