Proposta envolve capital ligado à família Santo Domingo e investimento estimado em até R$ 2 bilhões para o Santos FC
O Santos FC analisa uma proposta para a venda do controle de sua SAF que pode redefinir o futuro institucional do clube. A oferta prevê investimento total próximo de R$ 2 bilhões.
O modelo apresentado envolve um fundo privado sediado nos Estados Unidos. O aporte seria de R$ 1 bilhão em capital direto, além da assunção integral das dívidas do clube.
O fundo é administrado com recursos ligados à família Santo Domingo, uma das mais ricas da Colômbia. O grupo empresarial é conhecido por atuação global e perfil discreto.
O vazamento da negociação, porém, causou incômodo à família. Publicamente, os Santo Domingo negaram envolvimento direto na compra do Santos.
Fonte: GE

Nos bastidores do mercado financeiro, a negativa foi tratada como procedimento padrão. O nome da família não aparece formalmente na proposta entregue ao clube.
A oferta não está registrada em nome de Andrés ou Alejandro Santo Domingo, figuras mais conhecidas do clã. Tampouco envolve empresas tradicionais do grupo, como o Grupo Valorem.
O veículo de investimento é o Saint Dominic Capital, fundo privado criado nos Estados Unidos. A gestão ficaria a cargo de executivos do mercado financeiro.
Na prática, a família não participaria da administração cotidiana do Santos FC. O comando executivo seria exercido por profissionais contratados pelo fundo.
O capital investido, entretanto, tem origem direta na fortuna da família Santo Domingo. Esse modelo afasta a figura de um “dono” visível do clube.
Desde maio de 2025, o Santos FC passou por um processo de apresentação ao mercado. Foram analisados documentos financeiros, operacionais e institucionais.
A proposta entregue é não vinculante. Isso significa que nenhuma das partes é obrigada a concluir o negócio neste momento.
O Santos FC ainda manteria uma participação minoritária na SAF. Os percentuais exatos seguem em discussão preliminar.
Agora, cabe ao clube renegociar termos e avaliar ajustes. Somente após isso poderá conceder exclusividade ao fundo.
Para avançar, será necessária mudança no Estatuto do Santos. Atualmente, o texto impede a venda majoritária das ações.
A diretoria estuda submeter o tema ao Conselho Deliberativo e, depois, aos sócios. A ideia é votar apenas os pontos ligados à SAF.
O contrato prevê cláusulas de proteção histórica. Nome, hino, cores do uniforme e sede não poderão ser alterados.
Representantes do fundo devem visitar o Brasil nos próximos meses. O objetivo é conhecer de perto a estrutura do Santos antes de qualquer decisão final.
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