Coluna Santista: O Santos FC passou no limite, mas algo mudou no momento decisivo

Entre o alívio e a esperança: o Santos FC chega vivo, mas sob pressão máxima

O Santos FC encerrou a primeira fase do Campeonato Paulista na oitava colocação. Foi o último degrau possível para seguir adiante e garantir vaga nas quartas de final.

A classificação no limite expõe fragilidades evidentes ao longo da fase inicial. Ainda assim, o regulamento oferece nova chance, e o adversário será o Novorizontino, dono de campanha mais consistente.

O fechamento da fase, porém, trouxe um respiro necessário. A goleada por 6 a 0 sobre o Velo Clube, já rebaixado, devolveu confiança ao ambiente.

 Fotos: Raul Baretta/ Santos FC.
Foto: Raul Baretta/ SFC

Mais do que o placar elástico, o jogo marcou a volta de Neymar. A presença do ídolo alterou completamente o clima dentro e fora de campo.

O torcedor sabe que o impacto de Neymar vai além do aspecto técnico. Há um efeito emocional, simbólico e até psicológico que pode mudar a postura do time nos momentos decisivos.

Essa esperança, contudo, convive com preocupação real. O desempenho no Campeonato Brasileiro é alarmante até aqui, com duas derrotas e um empate.

A equipe ocupa a zona de rebaixamento, cenário incompatível com a história do clube. O contraste entre o alívio no estadual e o caos no nacional escancara um problema estrutural.

Os mata-matas do Paulista surgem, portanto, como oportunidade e risco. Um bom desempenho pode embalar o time emocionalmente e influenciar o restante da temporada.

Por outro lado, a margem de erro é mínima. O Santos FC chega vivo, mas pressionado, dependendo de inspiração, ajustes rápidos e, sobretudo, de seu maior símbolo para tentar mudar o rumo de 2026.

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