Diretoria do Santos FC aposta em parcelamentos e contratações de médio porte para manter competitividade no mercado
A contratação de Lucas Veríssimo passou a representar um novo modelo de negociação dentro do Santos FC. A diretoria considera o acordo um exemplo de planejamento financeiro aliado à necessidade de reforçar o elenco.
Mesmo sem data confirmada para chegada ao Brasil, o zagueiro já simboliza uma estratégia considerada eficiente nos bastidores do clube. O jogador deixou o Al Duhail SC, do Catar, em uma negociação estruturada com pagamentos parcelados.
O Santos FC vai pagar quatro milhões de euros pelo defensor de 30 anos. O valor será quitado em parcelas anuais de um milhão de euros até dezembro de 2029.
Fonte: GE

Esse formato de pagamento agradou à diretoria santista. Afinal, o parcelamento permite equilibrar o fluxo de caixa sem impedir a chegada de reforços importantes.
Além disso, o clube entende que negócios de médio porte podem garantir competitividade no mercado de transferências. Portanto, a estratégia atual prioriza contratações entre três e cinco milhões de euros.
Segundo o presidente Marcelo Teixeira, esse modelo surgiu após lições recentes vividas pelo clube. O dirigente afirma que a diretoria aprendeu a adaptar sua atuação financeira.
Ele explicou que o clube não possui condições de disputar investimentos gigantescos. Alguns rivais, por exemplo, conseguem gastar centenas de milhões em poucos jogadores.
Diante desse cenário, o Santos FC decidiu buscar soluções consideradas sustentáveis. Assim, a diretoria aposta em planejamento financeiro e prazos mais longos de pagamento.
A estratégia também surgiu após a luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro Série A em temporadas recentes. O clube deseja evitar novamente disputas na parte inferior da tabela.
Portanto, reforçar o elenco tornou-se prioridade absoluta no planejamento esportivo. Contudo, o clube busca fazer isso sem comprometer ainda mais a saúde financeira.
Na última janela de transferências, o Santos FC anunciou seis reforços. As negociações ocorreram em formatos variados, incluindo compras, empréstimos e contratos com opção de compra.
Entre os nomes está Gabigol, que chegou por empréstimo do Cruzeiro Esporte Clube. Nesse caso, o clube mineiro continua responsável pela maior parte do salário.
O meio-campista Cristian Oliva também reforçou o elenco após transferência do Club Nacional de Football. O valor da negociação foi de 1,5 milhão de dólares.
Outro reforço foi Gabriel Menino, emprestado pelo Clube Atlético Mineiro. O contrato inclui cláusula de compra ao fim do período.
O atacante Rony chegou em definitivo após acordo com o Clube Atlético Mineiro. O negócio foi fechado por três milhões de euros.
Já Moisés foi contratado junto ao Fortaleza Esporte Clube. O atacante custou dois milhões de euros.
Somando todas as operações de compra de direitos econômicos, o investimento total alcançou 10,5 milhões de euros. Esse valor equivale a cerca de 64 milhões de reais.
Entretanto, grande parte desses pagamentos ocorrerá de forma parcelada. Assim, o clube evita impacto imediato em seu caixa.
Mesmo com a estratégia de parcelamentos, a folha salarial permanece elevada. A presença de Neymar no elenco representa um dos maiores salários do futebol brasileiro.
Nos últimos meses, o clube também precisou resolver pendências financeiras. Uma delas envolveu o FC Arouca, de Portugal.
O Santos FC pagou mais de 15 milhões de reais para quitar a dívida. Com isso, conseguiu derrubar um transfer ban aplicado pela FIFA.
O pagamento foi possível após antecipação de recursos de uma futura transferência. O clube negociou valores ligados à venda do jovem Souza ao Tottenham Hotspur.
Dessa forma, a diretoria mantém a busca por equilíbrio entre responsabilidade financeira e competitividade esportiva. Nesse cenário, o acordo por Lucas Veríssimo passou a ser visto internamente como referência para as próximas janelas de transferências.
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