Críticas ao desempenho e postura do atacante do Santos FC colocam em xeque possível convocação para a Seleção Brasileira
As declarações de Walter Casagrande sobre Neymar não são exatamente uma novidade. No entanto, desta vez, o tom adotado chama ainda mais atenção. Isso porque o ex-jogador foi direto ao questionar o mérito esportivo do camisa 10.
Durante participação em evento na cidade de São Paulo, Casagrande ironizou a possibilidade de convocação do atacante. Segundo ele, o critério deveria ser exclusivamente o desempenho dentro de campo. Assim, a crítica atinge o ponto mais sensível da discussão atual.
O fato é que Neymar não atua pela Seleção Brasileira desde outubro de 2023. Na ocasião, o Brasil foi derrotado pelo Uruguai por 2 a 0, em jogo válido pelas Eliminatórias. Desde então, o cenário mudou, mas as dúvidas permanecem.

Casagrande foi além e trouxe à tona um episódio recente envolvendo o atacante. O comentarista citou a participação do jogador em uma competição de pôquer online. O detalhe que incomoda é o timing, já que Neymar desfalcou o Santos FC no empate contra o Cruzeiro.
A crítica, portanto, não se limita ao desempenho técnico. Ela também envolve comprometimento e prioridades. No futebol de alto rendimento, esses fatores costumam pesar tanto quanto a qualidade com a bola.
Quando Casagrande ironiza ao sugerir uma “Copa do Mundo de pôquer”, ele não busca apenas provocar. Na prática, ele expõe uma percepção crescente entre parte dos analistas. Ou seja, existe a sensação de que o foco do jogador está dividido.

E, aqui, entra um ponto que não pode ser ignorado. A convocação para a Seleção Brasileira precisa seguir critérios claros. Caso contrário, abre-se um precedente perigoso dentro do grupo.
Mesmo assim, é inegável que o craque do Santos FC ainda possui peso no cenário internacional. Seu histórico e talento o mantêm no radar. Portanto, a possibilidade de estar entre os 26 convocados não pode ser descartada.
Ainda assim, do ponto de vista estritamente esportivo, a crítica faz sentido. Convocar um jogador sem ritmo e sem sequência levanta questionamentos legítimos. Nesse contexto, o debate deixa de ser pessoal e passa a ser técnico.
Por fim, a discussão exposta por Casagrande reflete algo maior. Trata-se de definir qual caminho o futebol brasileiro pretende seguir. Entre reputação e desempenho, a decisão precisa ser coerente.
Diante disso, a pergunta que fica é inevitável: faz sentido convocar Neymar neste momento? Para muitos, inclusive para esta coluna, a resposta tende a ser não.
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