Santos jogou contra o Palmeiras como “final de campeonato”
O Santos entrou em campo no último sábado contra o Palmeiras com a postura de quem disputa título — e não de quem briga contra o rebaixamento. E essa diferença de atitude fez toda a diferença. Se existe uma partida que pode simbolizar um ponto de virada emocional para um grupo, talvez tenha sido essa.
É evidente que o torcedor santista preferia estar celebrando finais, brigando por topo de tabela e mirando Libertadores. Mas, dentro do drama que envolve a luta contra a queda, o clássico na Vila Belmiro ofereceu um raro sabor dos tempos gloriosos do Peixe. Pelo menos por 90 minutos, o Santos foi grande. Foi intenso. Foi Santos.

E não foi só dentro de campo. A atuação da torcida merece um capítulo à parte. Desde a chegada do ônibus ao estádio, a Vila virou cenário de final continental. Fumaça, cânticos, bandeiras, energia… uma festa que empurrou o time e, mais do que isso, lembrou aos jogadores o peso da camisa que vestem.
Durante o jogo, a Vila Belmiro se transformou naquele velho alçapão que tantos adversários respeitaram — e temeram — por décadas. O barulho não diminuiu um segundo, os gritos vieram na mesma intensidade da pressão em campo, e a conexão time-torcida finalmente apareceu do jeito que o santista sente falta: visceral, espontânea, arrebatadora.
O Santos venceu como quem precisava vencer. Jogou como quem queria provar algo. E vibrou como quem enxerga no clássico mais do que três pontos — enxerga esperança.
Se esse jogo será lembrado como um ponto de virada na campanha, o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: no sábado, a Vila voltou a pulsar como nos bons tempos. E isso, por si só, já é vitória.
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