Coluna Santista: No clássico, o Santos jogou como quem luta por algo maior

Santos jogou contra o Palmeiras como “final de campeonato”

O Santos entrou em campo no último sábado contra o Palmeiras com a postura de quem disputa título — e não de quem briga contra o rebaixamento. E essa diferença de atitude fez toda a diferença. Se existe uma partida que pode simbolizar um ponto de virada emocional para um grupo, talvez tenha sido essa.

É evidente que o torcedor santista preferia estar celebrando finais, brigando por topo de tabela e mirando Libertadores. Mas, dentro do drama que envolve a luta contra a queda, o clássico na Vila Belmiro ofereceu um raro sabor dos tempos gloriosos do Peixe. Pelo menos por 90 minutos, o Santos foi grande. Foi intenso. Foi Santos.

Foto: César Greco / Palmeiras - santos
Foto: César Greco / Palmeiras

E não foi só dentro de campo. A atuação da torcida merece um capítulo à parte. Desde a chegada do ônibus ao estádio, a Vila virou cenário de final continental. Fumaça, cânticos, bandeiras, energia… uma festa que empurrou o time e, mais do que isso, lembrou aos jogadores o peso da camisa que vestem.

Durante o jogo, a Vila Belmiro se transformou naquele velho alçapão que tantos adversários respeitaram — e temeram — por décadas. O barulho não diminuiu um segundo, os gritos vieram na mesma intensidade da pressão em campo, e a conexão time-torcida finalmente apareceu do jeito que o santista sente falta: visceral, espontânea, arrebatadora.

O Santos venceu como quem precisava vencer. Jogou como quem queria provar algo. E vibrou como quem enxerga no clássico mais do que três pontos — enxerga esperança.

Se esse jogo será lembrado como um ponto de virada na campanha, o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: no sábado, a Vila voltou a pulsar como nos bons tempos. E isso, por si só, já é vitória.

A opinião de um artigo assinado não reflete necessariamente a opinião do site, é o ponto de vista exclusivo do autor que elaborou o artigo.