Coluna Santista: 2 semanas depois, Santos FC volta a campo com mais perguntas do que respostas

Jogo contra o Mirassol vira teste importante para o Santos FC após eliminação no Paulistão e ausência de Neymar

O Santos FC volta a campo nesta terça-feira após um período incomum de 16 dias sem jogos oficiais. O intervalo aconteceu depois da eliminação diante do Novorizontino no Campeonato Paulista, resultado que aumentou a pressão sobre o técnico Juan Pablo Vojvoda.

O tempo sem partidas poderia representar uma oportunidade de reorganização. Afinal, duas semanas de treinos costumam permitir ajustes táticos, recuperação física e correções importantes dentro de um elenco.

Por isso, o duelo contra o Mirassol, válido pelo Campeonato Brasileiro, surge como um teste significativo. Mais do que o resultado, a expectativa gira em torno do desempenho do Santos após esse período de preparação.

A pressão sobre Vojvoda não é novidade desde a eliminação no estadual. Parte da torcida e da imprensa questiona se o treinador conseguiu aproveitar esse intervalo para corrigir problemas que apareceram no início da temporada.

Hoje, portanto, existe uma chance clara de resposta dentro de campo. O confronto contra o Mirassol pode indicar se as duas semanas de trabalho realmente trouxeram evolução ao time.

Santos FC
Foto: Raul Baretta

Ausência de Neymar aumenta o desafio do Santos FC

Se a situação já exigia respostas, um detalhe tornou o cenário ainda mais delicado. O Santos não contará com Neymar para o confronto desta rodada.

Inicialmente, havia expectativa de que o camisa 10 pudesse atuar normalmente. O atacante disputou os 90 minutos nas partidas contra Novorizontino e Vasco, ainda no final de fevereiro.

Além disso, o calendário ofereceu um intervalo considerável antes do retorno aos gramados. Em teoria, esse período de cerca de 12 dias permitiria uma preparação tranquila para o jogo desta terça-feira.

Entretanto, o trabalho realizado no Centro de Treinamento do Santos apontou outra realidade. Após três dias de folga, o elenco iniciou atividades táticas e técnicas para retomar o ritmo competitivo.

Durante esse período, Neymar participou de maneira limitada de parte das atividades coletivas. O atacante ficou fora de quatro dias de trabalho com o grupo para evitar desgaste físico maior.

A decisão aconteceu após conversas entre a comissão técnica e o estafe do jogador. O objetivo foi reduzir riscos físicos neste momento da temporada.

Mais do que resultado, Santos FC precisa mostrar evolução

Sem Neymar, o Santos terá de buscar soluções coletivas para enfrentar o Mirassol. A partida, portanto, também representa um teste para o restante do elenco.

Ao mesmo tempo, o jogo coloca Vojvoda novamente sob observação. Afinal, duas semanas de trabalho costumam gerar expectativa de mudanças claras no comportamento de uma equipe.

Caso o Santos apresente evolução tática, intensidade e organização, o intervalo poderá ser visto como um ponto positivo. No entanto, se os problemas persistirem, as críticas ao treinador provavelmente aumentarão.

O futebol costuma ser impaciente com projetos que demoram a apresentar respostas. Por isso, a noite desta terça-feira pode representar mais do que apenas um jogo de campeonato.

Para o Santos, pode ser o início de uma reação. Ou, no mínimo, o momento em que o time começa a mostrar se aquelas duas semanas realmente serviram para alguma coisa.

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