Coluna Santista: Vojvoda no Santos FC, um trabalho que parece caminhar para o fim

O futebol raramente respeita contratos. Ele respeita resultados. E, no caso de Juan Pablo Vojvoda, o relógio parece correr mais rápido do que o previsto desde sua chegada ao Santos FC, em 22 de agosto de 2025.

Passados meses de trabalho, a pergunta que ecoa na Vila Belmiro é simples e incômoda: onde está a evolução?

Santos FC
Foto: Raul Baretta

O “feito” que virou ponto de partida — e não de construção

É inegável que Vojvoda evitou o rebaixamento no Brasileirão de 2025. Mas convém olhar o contexto com frieza. A permanência só veio na última rodada, em um cenário limite, mais próximo do alívio do que de qualquer sinal de consolidação de projeto.

Desde então, o roteiro se repetiu:

  • Resultados competitivos contra equipes grandes
  • Dificuldades constantes contra times menores, inclusive em casa
  • Um time irregular, sem identidade clara

Evitar o pior não é, necessariamente, construir algo melhor.

Foto: Raul Baretta

2026 trouxe esperança… e devolveu frustração ao Santos FC

O início de temporada até empolgou. Com a volta de Gabigol à Vila, o Santos começou bem o Campeonato Paulista — ironicamente contra o mesmo Novorizontino que viria a se tornar algoz mais tarde.

Depois disso, porém, o time desandou. Atuações ruins, pouca competitividade e uma classificação sofrida, na última rodada e na última vaga, em oitavo lugar. Um sinal claro de alerta.

A eliminação para o Novorizontino apenas oficializou o que já vinha sendo sentido: o Santos não cresce, não evolui e não convence.

O próximo jogo pode ser decisivo

No futebol brasileiro, existe uma regra não escrita: pressão acumulada sempre encontra um estopim. E esse estopim pode estar logo ali, no próximo compromisso contra o Vasco.

Uma derrota pode não ser apenas mais um resultado negativo. Pode ser o ponto final de um trabalho que começou com expectativa alta, mas que nunca conseguiu se traduzir em desempenho consistente dentro de campo.

Vojvoda chegou bem cotado, com discurso, currículo e respaldo. Mas, até agora, entregou pouco. Muito pouco para um clube que vive de identidade ofensiva, protagonismo e resposta rápida.

No Santos, o passado pesa, o presente cobra e o futuro não costuma esperar.

Veremos.

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