Coluna Santista: Neymar, Gabigol e o amadorismo do marketing do Santos FC

A camisa do Santos FC precisa voltar a ter o valor que merece

O Santos FC viveu, no mesmo dia, dois anúncios que dizem muito sobre o momento do clube. De um lado, a confirmação da volta de Gabigol, um dos maiores ídolos recentes formados na Vila. Do outro, o rompimento com a 7K Bet, até então patrocinadora master. Dois movimentos distintos, mas que se cruzam diretamente quando o assunto é o tamanho do Santos FC dentro e fora das quatro linhas.

A renovação de Neymar e o retorno de Gabigol recolocam o Peixe em um patamar de visibilidade raríssimo no futebol brasileiro. São dois jogadores com alcance global, enorme apelo comercial e capacidade real de atrair marcas, investimentos e novos parceiros. Diante disso, é inevitável a reflexão: o Santos precisa — e tem a obrigação — de buscar um patrocinador master à altura do que sua camisa representa hoje.

santos fc

O contrato com a 7K, desde o início, nunca refletiu o verdadeiro valor da marca Santos. E os números do mercado escancaram isso. O Atlético-MG, por exemplo, um clube fora do eixo Rio–São Paulo, com torcida menor e sem contar com um ativo midiático do tamanho de Neymar em seu elenco, recebe mais em seu patrocínio master do que o Santos recebia. Essa comparação, por si só, evidencia o quanto o clube ficou para trás em negociações comerciais.

Não se trata apenas de uma oportunidade perdida, mas de um erro de avaliação do departamento de marketing. Em um cenário em que o futebol é cada vez mais negócio, não é aceitável que um clube com a história, a torcida e os jogadores que o Santos FC possui aceite contratos abaixo do mercado. Ainda mais em um momento de reconstrução financeira, no qual cada real faz diferença.

A torcida, que tem feito sua parte ao apoiar e voltar a acreditar no projeto, não pode se omitir diante desse ponto. Cobrar profissionalismo, agilidade e competência fora de campo também é papel de quem quer ver o Santos forte de forma sustentável. A chegada de Gabigol e a permanência de Neymar não podem ser apenas vitórias esportivas; precisam ser transformadas em receitas, exposição e crescimento institucional.

torcida Santos
Foto: Reinaldo Campos/AGIF

O rompimento com a 7K abre uma janela que não pode ser desperdiçada. O Santos precisa fechar rapidamente com um novo patrocinador master que pague o que a camisa vale — não pelo passado, mas pelo presente poderoso que se desenha. Com Neymar e Gabigol, o Santos voltou a ser vitrine. Agora, é obrigação do clube saber vender esse produto do tamanho que ele realmente tem.

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