O treinador inicia sua quarta passagem pelo Santos FC em meio a polêmicas extracampo e crise nos resultados do Brasileirão
O técnico Cuca teve seu nome registrado no Boletim Informativo Diário da CBF nesta sexta-feira, dia vinte de março. Com a regularização oficial, o comandante está liberado para dirigir o Santos FC no próximo domingo, contra o Cruzeiro. O confronto acontecerá às 16 horas, no Estádio do Mineirão, em duelo válido pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro.
A diretoria do Peixe agiu de forma rápida para substituir Juan Pablo Vojvoda após a derrota para o Internacional. O presidente Marcelo Teixeira oficializou a contratação de Cuca apenas um dia depois da demissão do técnico argentino anterior. Por isso, o novo treinador chega com a missão urgente de conquistar a primeira vitória santista como visitante no torneio.

O desafio técnico e o histórico de Cuca na Vila Belmiro
Atualmente, o Santos FC ocupa a primeira posição fora da zona de rebaixamento, somando apenas seis pontos na tabela geral. A equipe marcou dez gols, porém sofreu treze tentos em sete partidas disputadas até o momento nesta atual temporada. Além disso, o Alvinegro Praiano não vence um jogo oficial há quase um mês de calendário esportivo ininterrupto.
Esta representa a quarta passagem de Cuca pelo comando técnico do Santos ao longo de sua extensa carreira profissional. Anteriormente, o profissional treinou o elenco santista nos anos de 2008, 2018 e durante a temporada de 2020/21. Ademais, o comandante trouxe consigo o auxiliar Cuquinha e o preparador físico Omar Feitosa para compor sua comissão fixa.
A repercussão institucional e os desdobramentos jurídicos na Suíça
A contratação gerou forte divisão entre os conselheiros e uma repercussão negativa imediata em diversas redes sociais da internet. O motivo da resistência envolve um caso de violência sexual ocorrido em 1987, na cidade de Berna, na Suíça. Naquela ocasião, Cuca e outros atletas foram acusados de abuso contra uma jovem menor de idade durante uma excursão.
A condenação original de 1989 acabou sendo anulada pela Justiça suíça no início do ano de 2024 recentemente. Contudo, o tribunal baseou sua decisão apenas em irregularidades processuais, sem realizar uma reavaliação do mérito das provas apresentadas. Consequentemente, o processo foi considerado prescrito devido ao tempo decorrido, impossibilitando qualquer novo julgamento sobre a culpabilidade do treinador.
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