Uma tragédia marcou a tarde de domingo (25) no futebol paulista. Um torcedor do Santos FC morreu após ser atropelado por um caminhão blindado do Batalhão de Choque da Polícia Militar dentro do complexo da Neo Química Arena, na Zona Leste de São Paulo. A vítima, de 37 anos, conhecida como Acarajé, era figura tradicional entre os santistas e presença constante na Vila Belmiro e na subsede da Torcida Jovem.
Segundo informações da própria Polícia Militar, o atropelamento aconteceu dentro do estacionamento do estádio e a morte foi constatada ainda no local. Em nota oficial, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) lamentou o falecimento e informou que “as circunstâncias do caso estão sendo investigadas”.
A ocorrência foi registrada inicialmente como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e encaminhada ao 24º Distrito Policial (Ponte Rasa). A investigação ficará a cargo do 65º DP (Artur Alvim).

Torcedor conhecido e querido pela nação do Santos FC
Acarajé era considerado um torcedor símbolo do Santos. Muito conhecido entre os frequentadores da Vila Belmiro, também participava ativamente do dia a dia da Torcida Jovem, sendo lembrado pelo envolvimento com o clube e pela convivência próxima com outros santistas.
A notícia de sua morte causou forte comoção entre torcedores, que usaram as redes sociais para prestar homenagens e cobrar explicações das autoridades.
Presença do Choque gera questionamentos
O caso levantou uma série de questionamentos entre torcedores e entidades ligadas ao futebol. O principal deles diz respeito à presença de um caminhão blindado do Batalhão de Choque em um jogo sem rivalidade histórica e sem registros recentes de confrontos violentos.
Frequentadores de estádios relatam que ações policiais consideradas desproporcionais e violentas se tornaram recorrentes, atingindo tanto torcedores organizados quanto comuns. Para muitos, o episódio escancara a falta de preparo e de protocolos adequados em operações de segurança em eventos esportivos.
Cobrança por responsabilização
Torcedores e lideranças cobram que o caso seja investigado com rigor e que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados. A expectativa é de que a apuração vá além dos procedimentos administrativos e esclareça, de forma transparente, como o atropelamento ocorreu e quem autorizou a operação naquele contexto.
A tragédia reacende o debate sobre segurança pública nos estádios, o uso de força policial em eventos esportivos e os limites da atuação do Estado diante do direito de torcer.
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