Santos FC revela números e detalhe chama atenção

Conselho Fiscal do Santos FC recomenda aprovação das contas, apesar de alertas sobre sustentabilidade financeira

O Santos FC encerrou 2025 com um passivo próximo de R$ 1 bilhão. Além disso, o balanço será votado pelos conselheiros na próxima segunda-feira. A reunião ocorrerá na Vila Belmiro, sede administrativa do clube.

Segundo dados obtidos pela reportagem do ge, o passivo total chegou a R$ 998,5 milhões. Por outro lado, as receitas cresceram de forma significativa. Esse desempenho financeiro, portanto, amenizou parcialmente o impacto do endividamento.

A dívida de curto prazo supera R$ 470 milhões, com vencimentos em até 12 meses. Enquanto isso, os débitos de médio e longo prazo ultrapassam R$ 761 milhões. Dessa forma, o clube enfrenta pressão relevante sobre o fluxo de caixa.

Marcelo Teixeira no Santos - Foto: Santos FC
Marcelo Teixeira no Santos – Foto: Santos FC

Além disso, o balanço registra R$ 233,4 milhões em receitas diferidas. Esse valor não entra no cálculo da dívida total. Isso ocorre porque representa obrigações de desempenho, e não pagamentos imediatos.

Por outro lado, o clube apresentou receitas expressivas em 2025. O montante alcançou R$ 678,5 milhões, superando em cerca de 60% o orçamento inicial. Inicialmente, a previsão girava em torno de R$ 423 milhões.

Esse crescimento ocorreu, sobretudo, por contratos de televisão mais vantajosos. Além disso, o programa de sócio-torcedor gerou aproximadamente R$ 50 milhões. Assim, o clube ampliou suas fontes recorrentes de receita.

Outro destaque relevante foi a venda de jogadores. O Santos FC arrecadou R$ 188,5 milhões com negociações. Esse número, portanto, superou com folga os R$ 100,3 milhões previstos no orçamento.

Apesar da alta arrecadação, o clube fechou o ano com déficit. O resultado negativo foi de R$ 79,3 milhões. Ainda assim, o valor ficou abaixo da projeção inicial de R$ 89,5 milhões.

O Conselho Fiscal demonstrou preocupação com a saúde financeira. Contudo, recomendou a aprovação das contas da gestão de Marcelo Teixeira. O parecer também contou com validação de auditoria independente.

Além disso, o órgão destacou a necessidade de ajustes estruturais. Entre as recomendações, estão o controle rigoroso de custos e a gestão eficiente do endividamento. Dessa forma, busca-se garantir sustentabilidade no médio e longo prazo.

Por fim, o documento alerta para a dependência de receitas extraordinárias. Especialmente, as vendas de atletas representam risco financeiro. Portanto, o clube precisará diversificar suas fontes para manter estabilidade econômica.