MATTOS PISTOLA! Coletiva do Santos FC toma rumo inesperado após empate no clássico

Diretor de futebol do Santos FC se incomoda com questionamento sobre reforços e defende planejamento do clube

A coletiva de imprensa do técnico Juan Pablo Vojvoda após o empate em 1 a 1 entre Santos FC e Corinthians, na Vila Belmiro, na noite desta quinta-feira, ficou marcada por um momento de tensão fora das quatro linhas. O diretor de futebol Alexandre Mattos pediu a palavra e protagonizou um bate-boca com um jornalista ao ser questionado sobre a avaliação das contratações do elenco santista.

Inicialmente, a pergunta foi direcionada a Vojvoda, que analisou o contexto das chegadas recentes ao clube e destacou o cenário emergencial encontrado ao assumir o comando técnico. Após o encerramento da resposta do treinador, Alexandre Mattos solicitou espaço para se manifestar e passou a defender publicamente o trabalho realizado pelo departamento de futebol.

O dirigente explicou que o planejamento precisou ser executado em curto prazo, já que a comissão técnica chegou ao clube com a janela de transferências próxima do encerramento e sem tempo hábil para um diagnóstico completo do elenco. Segundo ele, as decisões foram tomadas diante de um momento delicado vivido pelo Santos FC, dentro e fora de campo.

Foto: Reprodução Santos FC
Foto: Reprodução

Durante sua fala, Mattos demonstrou incômodo ao ser interrompido pelo jornalista, o que deu início a uma discussão em tom elevado. O dirigente reclamou da condução da pergunta e reforçou que as contratações seguiram critérios técnicos e financeiros compatíveis com a realidade do clube.

Antes do episódio, Vojvoda havia destacado que sua responsabilidade é extrair o máximo rendimento dos jogadores disponíveis, ressaltando as limitações enfrentadas pelo clube naquele período. O treinador também afirmou que o Santos trabalha para se reorganizar no mercado, mas reconheceu as dificuldades impostas pelo cenário econômico e pela concorrência.

O clima mais tenso na coletiva contrastou com o discurso de cautela adotado pelo treinador, que evitou comparações diretas com outros clubes e reforçou a necessidade de planejamento a médio prazo. Dentro do clube, o episódio foi tratado como reflexo da pressão natural vivida em um momento de reconstrução esportiva.

O Santos volta a campo na sequência do Campeonato Paulista, buscando recuperação na tabela após o empate no clássico e tentando estabilizar o ambiente interno em meio às cobranças por desempenho e resultados.