Santos FC corre contra o tempo por reforço antes do prazo final

O Santos FC trabalha contra o tempo para reforçar o sistema defensivo antes do fechamento da janela de transferências, marcado para 3 de março. A diretoria entende que ainda falta uma peça para completar o elenco e busca um zagueiro com perfil competitivo para disputar posição entre os titulares.

A necessidade se intensificou após o empréstimo de Alexis Duarte ao Libertad. Além disso, João Basso não deve mais ser relacionado pelo técnico Juan Pablo Vojvoda, salvo em situações extremas. Embora siga vinculado ao clube e mantenha proximidade com Neymar, o defensor perdeu espaço após atuações abaixo do esperado.

Foto: Raul Baretta / Santos FC
Foto: Raul Baretta / Santos FC

Cenário atual da zaga Santos FC

Atualmente, os principais nomes do setor são Luan Peres, Zé Ivaldo e Adonís Frías. O trio deve se revezar conforme ajustes técnicos e físicos, com possibilidade de atletas da base completarem o grupo em determinadas partidas.

Internamente, o entendimento da comissão técnica é claro: o elenco precisa ter ao menos dois jogadores competitivos por posição. Nesse contexto, falta um zagueiro capaz de disputar vaga diretamente no time principal.

A avaliação é que a lacuna foi percebida de forma tardia. No segundo semestre do ano passado, o clube investiu em Zé Ivaldo, Adonís Frías e Alexis Duarte, acreditando que, ao lado de Luan Peres, a defesa estaria estruturada. No entanto, Alexis não conseguiu se firmar, enquanto Basso também não correspondeu quando acionado.

Janela de exceção não anima

Após o dia 3 de março, o mercado brasileiro só reabre no meio do ano. Há ainda a chamada janela de exceção, entre 4 e 27 de março, destinada exclusivamente a atletas que disputaram campeonatos estaduais no país, com comprovação formal.

Esse modelo, porém, não empolga a diretoria santista. A avaliação interna é que as melhores opções nacionais disponíveis são financeiramente inviáveis ou envolvem negociações complexas. As alternativas mais acessíveis seriam apostas, perfil que não atende à necessidade imediata do clube.

Diante disso, o Santos estuda soluções criativas, como explorar mercados internacionais ou buscar jogadores fora dos planos de seus clubes atuais e que não tenham atuado nos estaduais.

A prioridade é clara: encontrar um zagueiro pronto para competir por titularidade e dar estabilidade a um setor que ainda busca afirmação na temporada.