Santos FC: Cenário de mercado trava acordo e expõe desafio financeiro; entenda

Santos FC busca novos parceiros para quatro espaços no uniforme em cenário de retração comercial

O Santos FC completou 20 dias sem patrocínio máster em seu uniforme. A vaga está aberta desde a saída da 7K, no início da temporada.

Mesmo com aumento de exposição midiática, o clube encontra dificuldades no mercado. Internamente, a situação causa surpresa e preocupação financeira.

A diretoria avalia que o cenário atual apresenta retração, sobretudo no setor de apostas esportivas. Esse movimento afeta diretamente as negociações em andamento.

O Santos mantém conversas com algumas casas de apostas. Contudo, ainda não houve avanço concreto por um novo contrato máster.

Atualmente, o clube possui quatro espaços disponíveis no uniforme. Todos são considerados estratégicos para reforço de caixa.

Fonte: GE

Foto: Raul Baretta / Santos FC
Foto: Raul Baretta / Santos FC

Os espaços livres incluem o máster frontal da camisa. Além disso, há o máster das costas superiores.

Também estão disponíveis a barra frontal inferior da camisa. Por fim, o calção inferior traseiro segue sem patrocinador.

A dificuldade ocorre apesar do forte apelo esportivo do elenco. O Santos conta com Neymar e Gabigol como principais referências.

A presença de ambos amplia audiência, engajamento digital e visibilidade de marca. Estudos de marketing esportivo apontam impacto direto nesses indicadores.

Mesmo assim, o clube trabalha com projeções mais conservadoras. Internamente, já se admite redução significativa de receitas.

O contrato anterior com a 7K previa dois anos de vínculo. O acordo somava R$ 105 milhões fixos.

No primeiro ano, o valor foi de R$ 51 milhões. No segundo, o montante chegaria a R$ 54 milhões.

Com bônus por metas, o contrato poderia alcançar R$ 150 milhões. O acordo foi firmado em abril de 2025.

Entretanto, a parceria foi encerrada em janeiro de 2026. A rescisão abriu uma lacuna relevante no orçamento.

Hoje, o entendimento interno é de teto próximo a R$ 40 milhões anuais. Igualar valores anteriores é visto como inviável.

Além disso, o Santos perdeu outros parceiros importantes. Havan e Viva Sorte somavam R$ 23 milhões anuais.

O clube também deixou de contar com a Next 10, ligada à NR Sports. A perda amplia o impacto financeiro.

Diante desse cenário, o Santos busca acelerar acordos pontuais. O objetivo é reduzir o déficit e equilibrar o fluxo de caixa.