Marcelo Teixeira enfrenta cobranças após reunião no Conselho Deliberativo do Santos FC
O Santos FC aprovou as contas referentes à temporada de 2025 em reunião do Conselho Deliberativo. A gestão liderada por Marcelo Teixeira recebeu aval da maioria dos conselheiros.
A votação seguiu a recomendação do Conselho Fiscal, que apresentou parecer favorável após análise dos números. Ao todo, foram 109 votos a favor, 37 contrários e uma abstenção.
Com isso, a aprovação atingiu cerca de 74% dos votos válidos. Ainda assim, o cenário gerou repercussão imediata entre torcedores do clube.
Na saída da reunião, realizada na Vila Belmiro, o presidente foi alvo de protestos. Um grupo de santistas cobrou explicações sobre a situação financeira.
Fonte: GE
Apesar das manifestações, Marcelo Teixeira tentou dialogar com alguns torcedores presentes no local. O clima, no entanto, foi de insatisfação e pressão externa.
Mesmo com ressalvas, o Conselho Fiscal destacou pontos positivos no balanço. O órgão considerou o parecer de auditoria independente como base para validar os números apresentados.
Por outro lado, os dados financeiros indicam um passivo elevado. O clube acumula uma dívida próxima de R$ 1 bilhão, com total de R$ 998,5 milhões.
Desse montante, mais de R$ 470 milhões correspondem a dívidas de curto prazo. Ou seja, são compromissos com vencimento em até 12 meses.

Além disso, os débitos de médio e longo prazo ultrapassam R$ 761 milhões. Esse volume amplia a pressão sobre o fluxo financeiro da instituição.
O balanço também aponta R$ 233,4 milhões em receitas diferidas. Esses valores representam obrigações de performance e não entram no cálculo direto do endividamento.
Em contrapartida, o Santos FC registrou receita próxima de R$ 700 milhões em 2025. O número supera em cerca de 60% a previsão inicial do orçamento.
Outro destaque positivo foi a venda de jogadores. O clube arrecadou R$ 188,5 milhões, valor bem acima dos R$ 100,3 milhões projetados.
Esse desempenho ajudou a reduzir o impacto negativo nas contas. Ainda assim, o resultado final apresentou déficit de R$ 79,3 milhões.
Apesar do prejuízo, o número ficou abaixo da previsão inicial, que era de R$ 89,5 milhões. Portanto, houve melhora em relação à expectativa orçamentária.
Do ponto de vista de gestão, o cenário reflete um clube em processo de ajuste financeiro. Estudos em administração esportiva indicam que aumento de receitas não elimina, por si só, riscos estruturais.
Por fim, o Santos segue diante do desafio de equilibrar suas finanças. Assim, a aprovação das contas não encerra o debate sobre sustentabilidade econômica e gestão do clube.
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