Lesão, sacrifício e silêncio: o que está por trás da decisão do Santos

Problemas físicos não afastam o goleiro do Santos da titularidade, e tendência é de manutenção no time

Titular absoluto do Santos desde fevereiro de 2024, o goleiro Gabriel Brazão tem convivido com dores físicas ao longo de sua passagem pelo clube, mas isso não tem sido suficiente para tirá-lo do time. No último domingo, o camisa 1 revelou publicamente que está jogando lesionado, situação que, internamente, já é tratada com naturalidade pelo departamento médico.

Embora o atleta não tenha detalhado o problema, a apuração indica que Brazão sente dores no músculo adutor da coxa direita. O elenco santista se reapresenta nesta terça-feira, quando o goleiro passará por nova avaliação no CT Rei Pelé para acompanhamento do quadro e definição do tratamento mais adequado.

Fonte: GE

santos
Foto: Marcello Zambrana/AGIF

Apesar do desconforto, a tendência é que Brazão siga como titular. O Santos viaja para Curitiba na quarta-feira, onde enfrenta o Athletico-PR, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, e a expectativa da comissão técnica é contar normalmente com o goleiro.

Essa, no entanto, não é uma situação inédita. Desde a temporada passada, Brazão já relatou incômodos em diferentes regiões do corpo, como ombro, joelho e coluna. Nenhuma das queixas, porém, foi considerada grave a ponto de afastá-lo por um longo período.

O protocolo adotado pelo clube tem sido conservador: sempre que há alguma reclamação física, o goleiro tem carga reduzida nos treinos de campo, priorizando tratamentos específicos para garantir condições de jogo. A avaliação interna é de que Brazão só será preservado em caso de uma lesão mais severa.

Gabriel Brazão no Santos
Foto: Raul Baretta/Flick oficial do SFC

No entendimento do departamento médico, o caso do goleiro também passa por um fator individual. A leitura é de que alguns atletas apresentam maior tolerância à dor, característica atribuída ao jogador. Além disso, o clube considera que queixas físicas neste início de temporada são comuns, especialmente pelo tempo reduzido de pré-temporada, considerado insuficiente para uma preparação ideal.

Mesmo convivendo com limitações, Brazão segue como peça-chave do Santos em um momento de cobrança e instabilidade, reforçando sua importância e comprometimento com o time.