Postura em clássico entre São Paulo e Santos motivou denúncia por abuso de autoridade
O árbitro João Vitor Gobi foi julgado na última terça-feira (10) pela 2ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). O processo analisou sua atuação no clássico entre São Paulo e Santos.
A partida foi válida pela sexta rodada do Campeonato Paulista. O confronto ocorreu no dia 31 de janeiro e gerou reclamações de ambas as equipes.
João Vitor Gobi foi denunciado com base no artigo 273 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O dispositivo trata de atos praticados com excesso ou abuso de autoridade.
A pena prevista no artigo varia de quinze a cento e oitenta dias de suspensão. Além disso, o regulamento prevê multa entre R$ 100 e R$ 1.000.
A denúncia teve origem em acusações feitas por jogadores de São Paulo e Santos. Segundo os relatos, o árbitro teria usado linguagem ofensiva durante a partida.
Fonte: GE

De acordo com a súmula e os depoimentos, João Vitor Gobi teria mandado Vinicius Lira, lateral-esquerdo do Santos, “ir tomar naquele lugar”. A conduta foi considerada inadequada.
A defesa do árbitro foi conduzida pelo Dr. Pércio Leite. Durante o julgamento, o advogado apresentou o depoimento pessoal de João Vitor Gobi como principal prova.
Na análise da dosimetria, a comissão disciplinar optou pela pena mínima. Por maioria, os auditores fixaram suspensão de quinze dias.
Entretanto, a penalidade foi convertida em advertência. Assim, João Vitor Gobi não ficará afastado das escalas de arbitragem.
Estudos sobre gestão esportiva indicam que advertências buscam caráter educativo. Dessa forma, o TJD prioriza correção de conduta sem impacto operacional imediato.
No mesmo processo, também estavam previstos os julgamentos de Gabriel Menino e Alexandre Mattos. Ambos foram denunciados em ocorrências distintas.
O volante Gabriel Menino e o diretor de futebol Alexandre Mattos tiveram seus casos adiados. O pedido partiu do advogado Dr. Marcelo Trevisan de Góes.
A solicitação foi aceita pela 2ª Comissão Disciplinar do TJD. Assim, os novos julgamentos ocorrerão em data futura.
O caso reforça a atenção do Tribunal de Justiça Desportiva à conduta em campo. Consequentemente, árbitros e dirigentes seguem sob vigilância disciplinar.
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